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Arte na rede

Dicas preciosas para o marketing na sua arte

23/07/2019 em ARTE, EMPREENDEDORISMO, MARKETING

Se você tem um sonho grande, o caminho é ser criativo e apaixonado pelo que faz acreditando em si mesmo e para isso uma dose de inspiração é mais que necessário: leia livros, blogs de arte, converse com pessoas que entendam do assunto ou que tentaram e falharam mas conseguiram experiências de aprendizagem.
O marketing é necessário para suas vendas e a aprendizagem nessa nova rede de comunicação é importante. Confira algumas dicas de como se dar bem nessa jornada:

woman hands with camera working on laptop at table

– UM BOM PORTFÓLIO

Você é seu produto e para isso precisa saber mostrar suas habilidades e experiências profissionais ao cliente. Caso se sinta ainda inseguro com seus trabalhos, escolha ao menos 5 obras que mais lhe represente, assim como prêmios. Uma dica é selecionar 10 e dessas 10 escolher as 5 mais representativas. Certificações da faculdade ou de sua carreira de artista assim como exposições que tiver participado, já serão um bom começo.

Dicas:

• Trabalhos de alta qualidade de forma online são mais fáceis de compartilhar.
• Use sua melhor arte com boa qualidade no modo da apresentação. Caso se sinta inseguro chame um amigo que entende de fotos.
• Se um cliente solicitou alterações na apresentação aceite suas recomendações.
• Use um currículo para mostrar seus pontos fortes e as habilidades relevantes que possui.

Blog Blogging


– SUA PRESENÇA ONLINE

O mundo está conectado e é mais fácil e barato expandir seu negócio on-line. Crie sua mídia social e seu blog pois quanto mais envolvimento você conseguir com seu público maior possibilidade dele se tornar seu seguidor e CLIENTE. Estamos em uma época em que as pessoas precisam de compartilhamento para se inspirar.  Use suas habilidades artísticas para criar conteúdos criativo que incitem as pessoas a compartilhá-los.

Dicas:

• Qualidade nas imagens é essencial para apresentar sua arte assim como uma biografia simples e clara.
• Crie um blog para relatar suas experiências e trabalhos artísticos.
• Compartilhe seus artigos do blog no Facebook e também no Instagram.

Networking Seminar Meet Ups Concept


– NETWORK

Eventos de network não são necessariamente locais de venda, mas uma forma de fazer novos contatos e criar oportunidades a longo prazo. Tenha sempre um bom cartão de visita para esses momentos e não tenha receio de fazer novos amigos de diferentes setores do mercado para compartilhar cartões.

Dicas:

• Participe de eventos de rede que sejam relevantes para o seu negócio (Arte).
• Preste atenção e faça muitas perguntas, especialmente aos gurus do mercado de arte.
• Forneça seu cartão de visita de preferência somente quando solicitado.
• Use o aplicativo de encontro de eventos para identificar possíveis eventos na sua área.
• Participe de audições de arte, exposições, mostras e ferias.
• Visite as galerias de arte e museus em sua área. Você pode esperar encontrar amantes da arte em tais lugares.

Por fim analise o mercado acompanhando sempre o que é mais buscado nas principais lojas online do mundo, com isso você entenderá o perfil dos grandes compradores e o mercado atual. Crie também uma proximidade com seu cliente definindo metas para envolver seus fãs. Um bom cronograma é sempre bom para considerar as principais ações a serem realizadas durante um período para atingir esse objetivo.

Um boa forma de começar a desenvolver sua marca e presença no mercado de arte online é utilizar o Arteexposta.com.br . Aqui você tem espaço para criar seu portfólio, enviar artigos para nosso blog, divulgar suas ações em nossa agenda e interagir com outros artistas e apreciadores da arte na nossa rede social.

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sale of wooden frames for photos in souvenir shop

 O Ciclo de Fluxo de Caixa dos 7 Passos do Licenciamento de Arte – Quanto tempo leva para ganhar dinheiro Licenciando sua arte

22/07/2019 em ARTE, EMPREENDEDORISMO

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“O que custa ter um negócio de arte e quanto tempo leva para ganhar dinheiro se você está licenciando sua arte?” Muitas pessoas me perguntaram que despesas eu poderia ter, porque eu trabalho em casa e pinto.

Computadores, impressoras, software e scanners não são gratuitos. E a tinta que você passa imprimindo coisas para enviar ou mostrar – isso aumenta rapidamente. Websites, livros de referência, revistas comerciais, … há despesas.

Invista em seus negócios, mas não entre em grandes dívidas, se possível. Assista seu fluxo de caixa e gaste com sabedoria. Os investimentos podem ser na forma de treinamento (como livros, aulas, seminários ou consultoria pessoal), participar ou expor em feiras, atualizar uma impressora ou um computador. Cresça à medida que sua empresa cresce.

O Ciclo de Fluxo de Caixa do Licenciamento

Se você não licenciou sua arte antes, pode se perguntar quanto tempo levará para ganhar dinheiro. Claro, isso pode variar e a experiência de cada artista será diferente. Mas abaixo eu delineei os 7 estágios básicos que darão uma ideia do que esperar:

  1. Crie a arte. Você ou seu agente mostram para os fabricantes.
  2. Comemore! Alguém está interessado! A negociação do contrato é iniciada.
  3. Assine o contrato. (Suponhamos que seja janeiro) Você receberá algum dinheiro agora se receber um adiantamento. Na minha experiência, isso acontece cerca de 50% das vezes.
  4. Prepare a arte. Faça as alterações ou acréscimos solicitados em sua arte e obtenha tudo para o fabricante.
  5. Agora o fabricante faz a sua parte. Eles precisam ter certeza de que tudo está formatado e pronto. O produto precisa ser feito. Geralmente, são 6 a 12 meses entre o momento em que você dá a arte e quando a arte está nos produtos, em uma loja.
  6. Envios de produtos. O fabricante envia o produto com sua arte, digamos, em janeiro – agora são 12 meses desde a assinatura do acordo.
  7. A maioria das empresas paga trimestralmente – então você será pago 4 vezes por ano. No final do trimestre, que seria em março, eles começam a fazer relatórios de royalties e geralmente precisam enviá-los pelo correio dentro de 30 dias – até 30 de abril. Você deve ter seu primeiro cheque de royalties até a primeira semana de maio.

Como você pode ver neste exemplo, pode levar algum tempo para que o dinheiro flua. Às vezes as coisas se movem mais rápido, mas eu quero que você se prepare para esse tipo de linha do tempo. Se você entender isso, é menos provável que você fique frustrado e desista. Depois de ter as coisas no pipeline de licenciamento, você começa a ficar muito animado no final de cada trimestre e fica atento ao carteiro!

Alguns artistas apostarão nesse sistema e parecerão gigantescos da noite para o dia. É fácil ficar um pouco invejoso. Um de meus clientes me disse uma vez que, em sua experiência, são os artistas com crescimento lento e constante que se saem muito bem a longo prazo, muitos dos sucessos da noite para o dia perdem seu apelo para os consumidores com a mesma rapidez.

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Fonte: de Tara Reed

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mulheres negras

Racismo histórico: Como mulheres negras da mitologia foram retratadas como brancas pela Arte

02/04/2019 em ARTE, EMPREENDEDORISMO

Por Sophia Smith Galer, BBC Future

 

Os Quatro Rios, de Rubens, é considerado incomum por representar uma figura poderosa de mulher negra (GETTY IMAGES)

Guerra de Titãs foi um dos filmes mais populares de 1981. Seu brilhante elenco de estrelas de Hollywood contou a história de Perseu, o semideus da mitologia grega que mata um monstro do mar e salva a bela princesa Andrômeda de virar almoço.

O filme foi tão popular que acabou relançado em 2010, mas recebeu uma pontuação média péssima de 26%, segundo o site agregador de críticas de filmes Rotten Tomatoes.

Qualquer um que tenha assistido a um dos dois sabe que as atrizes que interpretam a princesa são mulheres brancas, e qualquer pessoa que tenha visto Andrômeda enquanto pintura vai achar também que ela é branca.

Mas o artigo A Andrômeda Negra, da historiadora da arte britânica Elizabeth McGrath, de 1992, é assertivo em três pontos: que todos os mitógrafos gregos definiram Andrômeda como uma princesa da Etiópia, que o poeta romano Ovídio especificamente se refere a sua pele negra e que artistas frequentemente omitem sua negritude em toda história da arte ocidental porque Andrômeda deveria ser bonita, e beleza e negritude – para muitos deles – eram conceitos muito separados.

 

Na pintura Perseus Libertando Andrômeda, do artista Piero di Cosimo, a princesa é branca (GETTY IMAGES)

Houve um ávido debate no século 17 sobre a cor da pele de Andrômeda que certamente pareceria racista aos olhos modernos.

Segundo McGrath, o artista e escritor espanhol Francisco Pacheco pergunta em uma passagem de seu livro Arte da Pintura por que Andrômeda é tão frequentemente pintada como branca quando várias fontes dizem que ela é negra.

 

A pintura de 1980 de Edward Poynter ‘Visita da rainha de Sheba ao Rei Salomão’ é outro exemplo de embranquecimento (Foto: ALAMY)

“Ele obviamente ficou chocado ao perceber que Ovídio poderia estar falando sobre uma mulher negra e bonita”, diz McGrath à BBC Culture quase três décadas após a publicação de seu artigo.

Livros como os de Pacheco foram usados como guias de referência para pintores sobre como pintar quem e o quê – então é fácil ver como suas visões podem ter se espalhado.

Andrômedas negras eram poucas e retratadas em períodos muitas vezes distantes uns dos outros.

Há ainda imagens como a de Perseu, de Bernard Picart (1731), e a Andrômeda de Abraham van Diepenbeeck (1655), que mostram uma mulher com pele negra, mas traços estereotípicos brancos.

 

A princesa Andrômeda é apresentada com traços brancos na gravura de Picart, no século 18 (GETTY IMAGES)

 

Embranquecimento generalizado

Andrômeda não é a única figura negra que passou por esse processo no mundo da arte. Na verdade, o “embranquecimento” de Andrômeda foi prefigurado na Europa Renascentista pelo cristianismo.

Michael Ohajuru, historiador da arte que faz tours nas galerias de Londres examinando as representações artísticas de pessoas negras, decidiu estudar a história da arte renascentista por causa de sua fascinação com o mago negro.

Ele era um dos três reis magos representados nas cenas de Adoração dos Magos – que tipicamente ofereciam mirra.

O historiador ficou surpreso com o contraste entre essa figura e as descrições históricas de pessoas negras em papéis de servidão. Simbolizando um jovem do continente africano que havia vindo para se unir à Europa e à Ásia no Cristianismo, “ele era usado como um exemplo de união mundial no fim dos tempos”.

Ele procurou pelas origens dos reis negros e as encontrou em Viagens de Sir John Mandeville, um texto do século 14 que diz que o mago negro era de Saba, um reino na Etiópia.

 

No quadro Porto, de 1648, com a embarcação da rainha de Sheba, pintado por Claude Lorrain, a figura da rainha etíope tem a pele branca (Foto: GETTY IMAGES)

E ficou chocado ao descobrir que em muitas pinturas da visita do Antigo Testamento ao Rei Salomão a rainha de Sheba – um outro nome para Saba – era apresentada como uma mulher branca. Ele faz uma referência ao Porto, de Claude Lorrain, com a embarcação da rainha de Sheba, que está na National Gallery de Londres.

“Ela é mostrada em detalhe no canto da pintura, mas é branca. Mas a rainha de Sheba que eu conhecia vinha de Saba, que era na Etiópia, e o rei negro também era de Saba.”

Bastam alguns minutos buscando pelos termos “pintura rainha de Sheba” no Google Imagens para ver uma série de mulheres brancas exóticas olhando languidamente para o espectador ou o rei Salomão. Havia algumas representações da rainha de Sheba como negra, mas a Renascença gerou um embranquecimento e sexualização em larga escala.

Para Ohajuru, é o oposto das antigas representações dela, como a que está no altar de Klosterneuburg, na Áustria, em que ela aparece visitando o rei perto de uma imagem da Adoração dos Magos.

“Ela era usada como uma prefiguração, uma profecia de que o rei visitaria o bebê Jesus, assim como uma rainha visitou Salomão”. No século 18, ela passa de rainha visitando um rei para uma sedutora que o venera.

 

O altar feito no século 12 por Nicolas de Verdun mostra uma rainha negra de Sheba trazendo presentes ao rei Salomão (GETTY IMAGES)

Mas aqueles que pintaram a rainha de Sheba – ou Andrômeda – têm uma boa desculpa. Etiópia, tanto para os escritores da História Clássica quanto para estudantes da Bíblia, pode significar coisas muito diferentes entre si.

A etimologia da palavra Etiópia vem do grego antigo e equivale a “rostos queimados”. Para eles, era um provérbio para qualquer um que fosse de lugares com climas mais quentes e distantes do que seu pequeno e conhecido mundo.

“É bastante incerto. Poderia ser qualquer lugar na África, até a Índia, esses lugares ‘indefinidos’ com muito sol nos extremos da Terra. A Etiópia pode ser quase uma terra mágica onde coisas estranhas acontecem”, diz McGrath.

“Quando eles pensam: ‘Bem, Etiópia não deve significar pessoas negras de fato, então Andrômeda não pode ser negra de verdade’, eles arranjam todo tipo de motivo para dizer que a Etiópia significa outro lugar. Significa outro lugar no Oriente. E eles podem facilmente argumentar que o lugar da Etiópia é vago.”

A tradução da Bíblia na qual artistas renascentistas estariam embasados também passou por várias mudanças desde sua criação.

Em A Andrômeda Negra, McGrath escreve sobre como, em hebreu original e então em grego, a rainha de Sheba declara na Canção de Salomão no Antigo Testamento “eu sou negra e linda”.

Quando esse trecho chega à tradução de 405 d.C. ao Latim Vulgate, a palavra “e” vira “mas”: “eu sou negra mas linda”. Na Inglaterra, a publicação de 1611 da Bíblia do Rei James a mudou ainda mais: “Eu sou negra, mas bem-apessoada”.

Talvez essa frase seja mais destrutiva do que todas as outras pinturas. Ficam óbvias as atitudes racistas que diminuíram e hipersexualizaram a mulher negra.

 

Beleza negra

Imagens da beleza negra na arte são raras. Há, é claro, muitos rascunhos e pinturas de pessoas negras, mas, do século 18 em diante, elas são focadas principalmente nos trabalhadores rurais, servos e escravos. Há uma anomalia, porém – uma anomalia que nos leva à Holanda, onde o mago negro floresceu como um símbolo.

Elizabeth McGrath vê a Antuérpia do século 17 como uma cidade holandesa cabeça aberta. Uma peça de arte bastante incomum foi feita ali, inspirada no salmo 67, no qual a Etiópia “vai esticar suas mãos para Deus” com seus gentios (como eram chamadas as pessoas que não professavam a fé cristã).

De acordo com o Antigo Testamento, Moisés casou com uma etíope. Na representação de Moisés e sua mulher feita em 1650 pelo holandês Jacob Jordaen, o casal “confronta, na verdade parece até desafiar, os preconceitos do espectador”.

Na verdade, Deus castiga Miriam, irmã de Moisés, com lepra por uma semana por ela ter sido contra a escolha de noiva de Moisés. É uma descrição iconográfica de anti-racismo.

Peter Paul Rubens, o artista creditado por “fazer o gordo ser bonito”, também transformou o negro em algo considerado belo em sua pintura Os Quatro Rios, de 1610. Os quatro rios são personificados e todos são bastante “Rubenescos” no sentido de ter músculos salientes.

No meio, está sentada Nile, a única figura que olha diretamente para o espectador. Sua nudez é escondida, sua pele é escura e ela é de longe a figura mais coberta de joias da obra.

Sim, Nile é erotizada, mas tem um certo poder – e é representada de igual para igual com as mulheres brancas da imagem. “Havia um interesse em pintar pessoas negras na Antuérpia, parcialmente por causa da conversão de pessoas negras e em parte porque as pessoas realmente viam pessoas negras na rua”, afirma a historiadora McGrath.

 

Um pôster americano de 1952 para o filme A Rainha de Sheba (Foto: ALAMY)

A ausência de figuras negras na História da Arte pode ser explicada por uma história complexa sobre racismo europeu e sobre como figuras negras bíblicas eram úteis para os que queriam ensinar religião por meio da arte.

Para Michael Ohajuru, isso torna ainda mais importante a tarefa de tentar localizar as poucas representações da rainha negra de Sheba e a Andromeda negra – e descobrir por que elas desapareceram.

A enorme influência que a história da arte ocidental teve nas nossas imaginações quando se trata de visualizar figuras da Bíblia ou do período clássico certamente precisa de um questionamento constante. Sob essas lentes, a atriz Gina Lollobrigida interpretando a rainha de Sheba em 1950 ou Alexa Devalos representando Andromeda se tornam questões problemáticas.

“Eu acho que o propósito de mostrar a adultos e crianças que essas pinturas existem é muito importante”, diz McGrath.

“O que realmente estava acontecendo com esses artistas e o que os levou a fazer essas pinturas, bem, é um pouco complicado”.

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